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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Filmes que eu vi e recomendo de 2012

Alguns filmes que assisti em 2012 e recomendo. Não vou fazer lista de melhores e nem de piores, porque é muito pessoal e porque simplesmente podemos mudar de opinião no ano que vem ou reassistindo aos mesmos. Por isso, vou apenas recomendar e dar pequenas opiniões. Alguns com recomendação Máxima e outras nem tanto. Não assisti a todos os filmes do ano e, sim, me restringe ao circuito mais comercial como a maioria. E terá filmes que não gostei, mas nem por isso não mereçam ser vistos.

Os filmes não estão em ordem nenhuma. Apenas separei os Máximos, dos Médios e Baixos.

RECOMENDAÇÃO MÁXIMA


As Aventuras de Pi
Belíssimo filme. Boa história, com efeitos visuais e fotografia lindíssima. Poderia dizer que é um mistura de 'Peixe Grande", 'Forrest Gump' com 'Quem Quer Ser um Milionário?' (por ter personagens indianos) mas é mais do que isso. Recomendação Máxima. Merece ser visto em 3D.

Dredd

Baita filme.Uma adaptação mais fiel e violenta dos quadrinhos e com cenas em slow motion sensacionais.


O Hobbit
Se você gosta de 'Senhor dos Anéis' nem preciso recomendar. E se você não assistiu a trilogia do Anel, é uma otima introdução à Terra Média e provavelmente você vai querer saber mais sobre este mundo. Caso você não goste ele é mais divertido e menos cansativo. Recomendação Máxima.

Histórias Cruzadas
Ótima mistura de drama, comédia com pitadas de suspense. Um filme sobre a vida das empregadas negras no racista estado do Mississipi da década de 60 que não é chato e nem aqueles dramalhões cansativos que tem aos montes. Se você começar a assistir não tem como não ver ate o final. Recomendação Máxima.


A Invenção de Hugo Cabret
Uma homenagem ao cinema e com um ótimo 3D. Recomendação Máxima.

007 Skyfall
Um dos melhores filmes da franquia e um dos melhores do ano. Javier Barden um vilão que já virou clássico. Recomendação Máxima.

O Palhaço 
Um belo filme nacional com uma bonita história. Recomendação Máxima

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
O fim da trilogia mais cultuada dos últimos anos. Recomendação Máxima.


Os Vingadores
Um dos melhores blockbusters do ano. Engraçado, com muita ação e todos os super-heróis envolvidos tem bastante espaço. Se você não viu, tá esperando o quê? Recomendação Máxima.

TED
Pra quem é fã de "Uma Família da Pesada" é obrigatório. Cheio de piadas politicamente incorretas e com muita acidez. Recomendação Máxima.
Millenium: Os Homens que não amavam as mulheres
Bom suspense e filme de investigação do David Fincher. Vale a pena conferir. Recomendação Máxima.


Shame
Excelente pedida. Um filme intrigante sobre um homem viciado em sexo e sua relação com a irmã e o trabalho.Recomendação Máxima.



Poder Sem Limites
Um dos filmes que mais me surpreenderam positivamente. Uma ótima origem de super-herói e vilão. Recomendação Máxima.


Anjos da Lei
Uma das melhores comédias do ano, mas se você não curte muito besteirol ou se ofende com algumas piadas politicamente incorretas talvez não goste. Recomendação Máxima.

O Homem que Mudou o Jogo

Filme perfeito pra quem é fã de esportes e adora os mundo das contratações de jogadores. É sobre beisebol mas serve pra qualquer esporte. Recomendação Máxima.


Prometheus
Devido aos trailers, virais tinha tudo pra se tornar um épico. O que não quer dizer que o filme seja ruim. Ótimo filme que gera boas discussões e quem sabe daqui alguns ano pode até se tornar épico e deve ter sequência. Recomendação Máxima.

RECOMENDAÇÃO MÉDIA

O Segredo da Cabana
O terror da moda deste ano. Filme tenta subverter e tirar-sarro dos filmes de cabana transformando numa espécie de reality show. Tem ótimas tiradas mas peca em algumas coisas no fim. Poderia se tornar uma ótima franquia. Recomendação: Tem que assistir pra ter sua própria opinião, pois virou Cult.


Projeto X
Filme besteirol de festas de adolescentes feito no estilo camera na mão.  Divertido e sem noção. Muita gente diz que é ruim, mas não caia no papo deles. Recomendação Média.  



Tucker e Dale contra o Mal
Uma divertida paródia dos filmes de terror onde os caipiras que vivem nas cabanas não são os vilões e sim os mocinhos. E os adolescentes ricos, bonitos e limpos podem se transformar nos vilões. Recomendação Média.


2 Coelhos
Filme de ação, com efeitos especiais e cheio reviravoltas e ainda brasileiro. Uma raridade. Recomendação Média.


Ataque ao Prédio
Filme francês divertido e criativo sobre adolescentes metidos a marginais protegendo seu prédio de um ataque alienigena. Recomendação Média.

Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras
Mantém a mistura diversão com ação do 1º e agora com um vilão. Recomendação Média.


Branca de Neve e o Caçador
Não esperava muito mas surpreendeu. Filme ok. Recomendação Média.


MIB 3
A viagem no tempo e as piadas com ícones Pops da década de 70 e com a tecnologia da época gera boas piadas. É melhor que o 2. Recomendação Média.

American Pie: O Reecontro
Se você é fã dos 3 filmes anteriores vai gostar deste. Recomendação Média.

50%
Comédia dramática que retrata um diagnosticado com câncer de um jeito diferente e mais bem-humorado. Recomendação Média.

Espetacular Homem-Aranha
O filme tem coisas positivas e negativas. O fato de recontar a origem é o que estraga, mas o visual e o novo Peter Park são até superiores a Trilogia anterior. Mas com certeza é bem menos épico que o original. Recomendação Média

Jogos Vorazes
Boa adaptação do livro. Uma nova saga adolescente que não tem nada a ver com Crepúsculo, bem superior. E com uma história interessante. Recomendação Média.


Mercenários 2

Um filme que se não fosse pela reunião dos atores e de toda nostalgia envolvida seria ruim, mas como a reunião deles é o principal objetivo ele é muito bom e muito divertido. Melhor que o primeiro. Recomendação Média.


Madagascar 3
Tão doido quanto os anteriores. E isso não é ruim. Recomendação Média.

E aí Comeu?
Comédia interessante com boas piadas. Recomendação Média.

Drive
Filme bom mas superestimado(opinão polêmica). Virou Cult, muito pelo seu visual oitentista bacana e por conseguir usar a fonte Rage Italic nos créditos e cartazes e ainda sim ficar bom. Tem ótimas atuações e um roteiro interessante. Recomendação Média.















RECOMENDAÇÃO MÉDIA / BAIXA

Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança
Se você entrar na vibe do filme de não se levar a sério, você poderá curtir. Mas se você quiser levar a sério e quer uma boa história não assista. Recomendação Média/Baixa 

Battleship: A Batalha dos Mares
Não é essa bomba toda que muito falam por preconceito ou por ser o que a maioria dos 'críticos' falou. Recomendação Média/baixa.


O Ditador
Comédia OK. Com mais do mesmo do Sasha Baren Cohen. Recomendação Média/baixa.


Looper
Filme que tá dividindo a opinião. Muito acharam um ótimo sci-fi outros se decepcionaram com o rumo que a  história até o seu final. Este último é o que me encaixo. Recomendação Média/baixa.

John Carter
Você já viu esse filme em diversos outros filmes. A falta de carisma dos personagens atrapalha muito. Recomendação Média/Baixa

Valente
O filme é outra coisa bem diferente do que foi vendido. Recomendação Média/baixa.

Sombras da Noite 

Tim Burton não é o mesmo, ou melhor é o mesmo e isso é ruim. Nada de novo. Recomendação Mínima.



Vingador do Futuro
Um remake de um filme que no original se passa em Marte sem Marte. Recomendação mínima.

Anjos da Noite 4 - O Despertar
O melhor do filme é que ele é curto. Recomedação mínima.


O Espião que Sabia Demais

Filme bem parado cheio de intrigas e nuances. Não recomendado assistir a noite se estiver com o mínimo de sono. Recomendação assista e tire suas conclusões.


Argo, O Artista, Cosmópolis, Detona Ralf, A Viagem, As Vantagens de Ser Invisível são filmes que eu não vi mas recomendo.



sexta-feira, 6 de abril de 2012

Anjos da Noite 4, Fúria de Titãs 2 e Motoqueiro Fantasma 2

Um  post serviço de utilidade-pública. Um guia sobre se vale a pena gastar o seu dinheiro (ou baixar) estas típicas sequências de blockbusters de ação de qualidade duvidosa.


Anjos da Noite: O Despertar 
Não gaste seu tempo e dinheiro nisso


É inacreditável que foi preciso 4 roteiristas para escrever um roteiro tão curto e ralo como esse. E ainda teve 2 diretores. O filme é uma grande cena de ação, sem nenhuma pausa para que você possa pensar e ao menos contar alguma história. Felizmente o filme tem apenas 88 minutos, mas poderia ter 15. O melhor do filme são algumas cenas interessantes de combate e a Kate Beckinsale lutando de colã preto. Algo que o filme explora bastante com um close na sua bunda, mas isso você pode acompanhar apenas assistindo os trailers.
O que pode ser observado é que a franquia tá querendo se transformar num Resident Evil, só que muito pior. Não vale a pena nem baixar.



Fúria de Titãs 2- Pelo menos é melhor que o anterior

Realmente em relação ao anterior - o remake do filme original oitentista - o filme é superior. O que não era difícil. A ação está bem mais interessante (apesar de confusa) e o protagonista, Perseu, não tem mais aquele orgulho idiota de não querer usar coisas dos deuses. O que era irritante no 1º.
O 3D é muito bom com pedras, cinzas, fogo saltando da tela e efeitos de profundidade. A cena do combate com Cronos (cartaz ao lado) tem efeitos excelentes e o 3D realmente se justifica. O filme distorce muita coisa da mitologia, o que é normal, mas um Hades - Deus do Mundo Inferior- bonzinho e arrependido é demais. O final deixa um gancho que pode ser interessante para uma sequência, mas não vou me iludir pensando num filme melhor. Se for para assistir assista em 3D, mas em dia de meia-entrada.



Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança
Doido, surtado e com movimentos de serpente 


Esqueça tudo o que você sabe, viu e principalmente leu sobre o Motoqueiro Fantasma. Esse segundo filme, abandona completamente o anterior.O que é ótimo. Dessa vez, temos um Motoqueiro muito mais doido e alucinado. Isso já era esperado pois os diretores Mark Neveldine e Brian Taylor são responsáveis por filmes como 'Gamer' e 'Adrenalina'. O roteiro é bem clichê, mas o filme se justifica pela a ação e por ter um jeito trash. É o típico filme em que não se deve levar a sério, pois nem ele faz isso. Pois, uma cena com um 'mijo lança-chamas' é justamente para isso. Aliás, Nicolas Cage está surtado e exageradamente exagerado (sim, é muito exagerado), o que incomodou muita gente, mas eu entrei no espírito -não de vingança, mas de comédia- e curti.
Se você não conhece nada sobre o Motoqueiro, nem lembra do filme anterior e quer apenas entretenimento irá curtir. Caso você seja fã da HQ é melhor nem assistir para não querer tacar fogo na tela. Assisti em 2D então não posso opinar sobre o 3D. Mas acho que não vale a pena pela diferença de preço.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Jogos Vorazes, Poder Sem Limites e John Carter


Jogos Vorazes - Uma franquia promissora

Felizmente o filme é uma ótima adaptação. As alterações em relação ao bom e viciante livro foram em sua maioria acertadas. A principal mudança de mostrar os bastidores e as reações do povo ao assistir o programa, não se limitando ao ponto de vista da protagonista (Katniss) como no livro acrescentou muito a história e já adiantou coisas do segundo livro. As cenas das diversas mortes estão boas e pra um filme censura 13 anos não estão nada fracas, a não ser que você ache uma criança de 12 anos ser degolada algo leve.
As cenas dos bastidores dos idealizadores dos jogos lembram muito 'Show de Trumam', e é impossível não lembrar do nosso maldito BBB. A questão de ter um Estado, no caso a Capital, que manda e oprimi os outros Distritos é muito semelhante aos clássicos "1984" e "Admirável Mundo Novo" e no cinema aos recentes "V de Vingança", "A Ilha", "O Preço do Amanhã", "Fahrenheit 451"...
 Já a semelhança com 'Battle Royale' é mais pelo mote de crianças lutando até a morte num jogo, pois a história dos filmes em si são diferentes.
Com o sucesso da estreia teremos as continuações e se seguir os livros teremos filmes melhores que esse.
Aliás, o segundo filme baseado no livro "Em Chamas" tem estreia marcada para 22 de novembro de 2013.


Poder Sem Limites - Superou as espectativas
Filmes que usam a fórmula auto-documentário-amador geram muita discórdia. "Bruxa de Blair" e "Cloverfield" são exemplos disso. Gurizada que acha o filme idiota, fica tonta com a câmera tremida, se indigna com as desculpas para estarem sempre filmando etc.. o que é pura frescura. E, tem os que curtem e não se deixam ficar indignadas com as "frias" criadas para estarem sempre filmando e apreciam esse jeito de se contar uma história. Afinal de contas é um filme de ficção e não um documentário.
"Poder Sem Limites" é mais um desses casos. Só que desta vez temos uma história interessante e que não se passa apenas durante algum evento filmado ocasionalmente. As filmagens mostram várias semanas e contam da origem até a evolução de 3 jovens que acabam ganhando superpoderes. As brincadeiras, as bobagens que esses jovens fazem com seus poderes e até os diálogos fracos, que muitos reclamaram, mostram o quão bobos eles são. E não podemos dizer que também não seriamos se aos 17 pudéssemos levitar coisas e até mesmo voar.
Os efeitos especias são surpreendentes pois pelo trailer ninguém espera muito deles, e sua sequência final é empolgante (pior que lembra Akira mesmo). Talvez o grande mérito de 'Poder sem limites" é não ter criado muita expectativa em quem vai assistir e por isso surpreendendo.



John Carter - Fraco
Os trailers e o fato de ser mais um épico da Disney já diziam que o filme poderia ser um fracasso. O que poderia salvar eram os seus efeitos - realmente muito bons-  e o 3D convertido, este horrível tirei o óculos várias vezes e nada mudava.
O fato do livro (A Princesa de Marte) ser original e servir de influência para Star Wars, não faz com que o filme seja original. Mas o principal problema nem é a história, mas sim a forma confusa em que é contada e a falta de carisma de seus personagens - o mais carismático é o cachorro marciano. Em nenhum momento compramos a ideia de defender o covarde povo da bela princesa e muito menos dos marcianos de 4 braços.  No entanto, o seu final é interessante. Se teremos sequência podemos até ter mas com um orçamento bem menor que seus 250 milhões.




sábado, 22 de outubro de 2011

A Árvore da Vida (2011)


"A Árvore da Vida é o 2001 do Mallick"
"É o filme perfeito para demonstração de Bluray nas lojas de áudio e vídeo"
"É um filme que tem que ser assistido"
"Chato pra car***o"
"Não tenho opinião formada"
"Pesquei várias vezes durante o filme"
"É um filme sobre a vida"
"O filme é lindo"
"Nunca mais assisto filme que você indicar"
"Brad Pitt tá em fim de carreira pra fazer esse filme"
"Quem é o diretor dessa Me**a?"
"Se tivesse mais ritmo e mais história teria ficado perfeito"
"É o Power Point mais lindo e comprido que eu já vi"
"Um filme cheio de imagens lindas da Terra, parecia um Doc do Discovery Channel'
"PQP que filme lôco esse"
"É um filme contemplativo”
“Assim é fácil fazer filme”
“Não entendi nada”

"A árvore da vida" é um filme que desperta diversos tipos de reações em seus telespectadores como as citadas acima e depois dessas emoções temos as diferentes opiniões:
tem os que adoraram e entenderam de verdade;
os que curtiram a vibe mas não entenderam;
os que fingem que curtiram pra se fazer de intelectual;
os que não têm uma opinião formada;
os que sabiam como filme seria mas não gostaram;
os que sabiam apenas que era o novo filme do Brad Pitt e odiaram;
os que sabiam apenas que era o novo filme do Brad Pitt e odiaram e saíram da sessão após 30min;
os que foram assistir sem ter noção do que seria e saíram da sessão após 35min;
e os fãs de Transformers que se assistiram até o final foi forçado pela sua companhia, na qual saíram xingando após o fim da sessão.
Ah, e tem a categoria dos que aplaudiram no final e grita ‘aleluia’ porque finalmente acabou.

Eu me encaixo na categoria "os que sabiam como filme seria mas não gostaram". Pra mim poderia ter mais história ser menos paradão, existencialista, espiritual. Eu concordo com a opinião do Sean Peann "uma narrativa mais clara e mais convencional teria ajudado o filme, sem diminuir sua beleza e seu impacto” e que ele foi subutilizado no filme. Mas como o filme não foi dirigido pelo Sean Peann e sim pelo Terence Mallick ele tem o direito de fazer uma narrativa lenta do jeito que queria. E quanto ao Sean Peann talvez na versão do Bluray onde o filme terá 6 horas ele seja melhor explorado.

O filme tem uma fotografia linda, cheia de imagens incríveis de supernovas, vulcões, mares, árvores, dinossauros... (que realmente são perfeitas pra demonstração de Bluray em telas de LED) passando a dimensão de tão pequenos e insignificantes somos. Essas belas imagens predominam na primeira hora do filme, na qual é contada a evolução da vida com dinossauros e tudo. Na segunda hora o filme se fixa mais na história de Jack - um garoto de 11 anos americano da década de 50 - que tem 2 irmãos mais novos e tem como pai o autoritário Sr. O'Brien (Brad Pitt) e mãe a amável e bela (Jessica Chastain). A história de Jack é contada desde antes de nascer até os seus 11 anos, sendo recheada por bonitas cenas (que vão ser muito copiadas) da relação entre irmãos e da chegada de um bebê num casal. Cenas essas que se intercalam com as que mostram a vida regrada da década de 50 onde os pais eram figuras autoritárias e seus filhos eram criados com rédeas curtas.
Unindo imagens de vulcões, planetas, bebês, natureza, vida do interior, relação familiar, Mallick nos mostra toda a sua Árvore da Vida buscando assim justificar, ou melhor, ilustrar a verdadeira história de seu filme que é a tentativa de superação de uma perda e onde estaria Deus nessa hora.
Então, se você é fã de blockbuster, gosta de ir ao cinema pra se divertir, sem pensar e esquecer a vida, o meu conselho é passe longe desse filme. Eu até acho que seria uma experiência interessante pra você. Mas no fim você não vai gostar e vai acabar gastando dinheiro e vai querer sair antes de terminar a sessão ou vai ficar conversando e atrapalhando quem realmente quer assistir o filme.
No entanto, se você quer ter uma experiência cinematográfica diferente e está disposto a assistir sem preconceitos ou quer apenas contemplar belas imagens, então pode assistir. Pode até não gostar (como eu), mas no fim valeu pela experiência.

Vale a pena conferir o site oficial que dá uma boa ideia do filme e das suas belas imagens.




segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Super 8 (2011)


Quando a logo da Amblin surge na tela, com a clássica cena da bicicleta na lua de E.T. a sensação de nostalgia e dos bons tempos da sessão da tarde invadem sua mente se você tiver 20 e poucos anos.

Fazia tempo que não surgia um filme bom de aventura protagonizado por crianças no mundo real, e não em mundos mágicos e de fantasia como (os ótimos) Harry Potter e (os fracos) Nárnia.

E Super 8 não decepciona. Ele faz jus aos grandes clássicos de Steven Spielberg que nos encantaram e marcaram nossas infâncias como E.T., Goonies e Conta Comigo (os 2 últimos como produtor). O grupo de crianças cineastas que está apenas tentando terminar seu filme de zumbi e se vê testemunha de um acidente de trem - efeitos especiais incríveis e grandiosos - lembra e muito o grupo de amigos de Goonies.

Em tempos de filmes de ação e aventura que se justificam apenas pelos efeitos especiais, Super 8 prova que um bom filme de aventura pode sim contar uma boa história de mistério, com toque de humor, drama, sci-fi e ação.


O filme que fez de tudo pra guardar segredo sobre o monstro e o próprio roteiro antes de sua estreia - característica do diretor J.J. Abrams (produtor de Lost) - é justificada. Quanto menos você saber sobre o filme melhor é a sua experiência ao assisti-lo. Destaque também para a atuação da gurizada do filme, de botar no chinelo qualquer atorzinho-galã de novela das 9 , em especial pra Ellen Fanning (Um lugar Qualquer) a irmã da Dakota.

OBS: Por favor, seja paciente e espere um pouco antes de levantar da cadeira do cinema quando acabar o filme. Vai valer esperar um pouco e conferir "O Caso".


Sinopse:
Joe Lamb (Joel Courtney) perdeu a mãe há pouco tempo, o que fez com que seu relacionamento com o pai (Kyle Chandler), um policial dedicado que não sabe como se comportar com o filho, se deteriorasse. Fã de cinema e estudioso de maquiagem, ele se diverte ao lado dos amigos Charles (Riley Griffiths), Martin (Gabriel Basso) e Cary (Ryan Lee) ao tentar rodar um filme caseiro para participar de uma competição local para jovens cineastas. Joe logo se anima quando Charles convida Alice Dainard (Elle Fanning) para o elenco, já que está a fim dela. O grupo vai de madrugada rodar, às escondidas, uma cena na estação ferroviária local. É quando uma caminhonete se choca com um trem, provocando um descarrilhamento de grandes proporções. Logo o local está cercado pelo exército, que procura algo que estava alojado em um dos vagões. Estranhos desaparecimentos começam a acontecer na pequena cidade de Lillian, primeiro de motores de carro e depois de pessoas.





quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Scott Pilgrim Contra o Mundo (2010)


Gênero:Aventura - Comédia
Duração:112min
Origem:EUA
Brasil - 5 de novembro de 2010
Estúdio:Paramount Pictures
Direção:Edgar Wright
Roteiro:Michael Bacall, Edgar Wright


Que tal misturar videogame + rock + quadrinhos ?
Scott Pilgrim Contra o Mundo faz isso, muito bem-feito e ainda tem a Ramona.

O diretor Edgar Wright utilizou um pouco de cada para fazer o filme.
Dos quadrinhos (no qual o filme se baseia) ele usou as telas dividas em quadros, as onomatopéias e outros elementos gráficos da linguagem HQ e dos mangás.
Dos games: as lutas no estilo K.O. Street Fighter/Mortal Kombat, poderes de super-heróis, bônus e vidas do SuperMario/Donkey Kong e a cada vitória uma nova Fase. E uma menção a vinheta da Universal do começo do filme em 8-Bits.
E a trilha? É Rock, da banda do próprio Scott Pilgrim a Sex Bob-Omb. Têm também conhecidas como Rolling Stone, Black Lips e novos sons de bandas-persoangens do filme.
O filme faz algumas homenagens pontuais como uma cena com a trilha e com as risadas do seriado 'Seinfield', outra ao som da trilha clássica do game Zelda e até o tradicional som (tãtãtãtãããã) da 20th Century Fox quando surge o ex-namorado-vilão Lucas Lee.
Alia-se a tudo isso, uma edição rápida faz o filme passar rápido sem enrolação.

No fim, podemos afirmar que Scott Pilgrim contra o Mundo já pode ser considerado o melhor filme de games, já feito. Mesmo sendo uma HQ e não um game.













terça-feira, 1 de junho de 2010

Homem de Ferro 2 (2010)


Ação, explosões, AC/DC e uma pitada de bom humor. Homem de Ferro 2 mantém a fórmula que surpreendeu a todos no 1º filme. Um herói que nos quadrinhos muita gente não gosta no cinema se tornou um superstar. Muito disso se deve a Robert Downey Jr, o Tony Stark da vida real. E também ao ator e diretor Jon Favreau, que aparece ainda mais nesse filme (ele é o segurança do Tony Stark).
Aliás, o grande trufo da franquia é, além de todos os elementos e efeitos de um blockbuster, dar destaque aos personagens. Neste 2º filme eles aumentaram bastante. Temos novos vilões e aliados. Agora Stark tem a companhia do Máquina de Combate. O narcisismo e a arrogância de Tony Stark, agora que todo mundo sabe que ele é o Homem de Ferro e responsável pela paz mundial, é ainda maior. E chegamos até pensar como um idiota que vai ao banheiro sem tirar a armadura pode ser um herói.
Outro destaque são os vilões Mickey Rourke no papel de Ivan Vanko, um desafeto russo da família Stark. E Sam Rockwell que interpreta Justin Hammer, dono da Hammer concorrente das indústrias Stark.
Só lamento a pouca aparição da Viúva Negra, a Scarllet Johansson. Tem gente dizendo que ela tava sem sal no filme, mas isso é opinião de mulher ou de viado, porque a Scarllet nunca é sem sal.
Iron Man 2 cumpre o que se propõe que é entreter, divertir e nos fazer rir. Tudo isso ao som do AC/DC. E tem gente que reclamou do filme ainda, to mijando na minha armadura pra eles.




Título Original: Iron Man 2
País de Origem: EUA
Gênero: Aventura
Ano de Lançamento: 2010
Estúdio/Distrib.: Paramount Pictures
Direção: Jon Favreau

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Atividade Paranormal

BUUUUU. Não, não é um filme de susto. Você não vai pular da cadeira e muito menos gritar de pavor ao assisti-lo como aparece o público no trailer. Atividade Paranormal é muito mais tensão e medo, se você se colocar na situação da protagonista, do que sustos. Alguns exagerados tão falando em o filme de terror da década, não é pra tanto.
Pesadelos? Bem, se você ficar paranóico e resolver achar que todo e qualquer barulho pode ser um demônio, você vai ter pesadelos e uma bela insônia. Aliás, pra um filme que promete tirar o sono ele dá sono demais. Devido a pouca ação no início e os protagonistas passarem metade do filme indo dormir ou dormindo, e isso dá um sonooo.
O filme também não é nenhuma grande porcaria, como alguns comentam. Ele tem vários méritos principalmente pela falta de recursos e pela criatividade em algumas soluções. O filme conta com cenas legais: como a do talco, os ataques de "sonambulismos" e a hora em que a Katie é....(não vou contar o filme) são cenas tensas e de dar medo nos mais medrosos e quem sabe nos mais bichas, como os do trailer, até alguns sustos e pulinhos na cadeira?
O filme é claramente inspirado em Bruxa de Blair com sua filmagem amadora e também se inspira em O Exorcista com a história de poder ser possuída pelo demônio. É um filme que vale a pena conferir pra você tirar suas próprias conclusões e não ficar refém de opinões alheias: de quem diz que se borrou de medo e dos que acharam uma porcaria.
Com certeza, ele é muito melhor que a maioria dos terrores-suspenses que tem por aí. Mas eu acho que pagar 10 ,12, 15 pila pra assistir no cinema é meio caro, deve ter um filme que valha mais o investimento.

OBS. eu assisti a versão Original que está na Internet em que o Steven Spielberg ainda não tinha metido a mão e está no cinema. O final é diferente da versão do cinema e a montagem também difere. Então, talvez a versão do cinema seja melhor ou pior, ou mesma coisa pelos comentários que eu li e ouvi.

* título original: Paranormal Activity
* gênero: Terror
* duração: 01 hs 26 min
* ano de lançamento:2009
* site oficial: http://www.atividadeparanormal.com.br
* estúdio: Blumhouse Productions
* distribuidora: Paramount Pictures / DreamWorks SKG / PlayArte
* direção: Oren Peli
* roteiro: Oren Peli

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

(500) Dias com Ela


(0)“Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é coincidência. Principalmente com você, Jenny Beckman.Vadia!”

Surpreendente. Um filme que tinha tudo pra ser um clichê se transformou num filme divertido e criativo. Contado de uma forma diferente e se tornando um dos melhores filmes do gênero.

(1) A história parte do clichê básico: Um garoto conhece uma garota e se apaixona
(9)Tom (Joseph Gordon-Levitt) é um cara que acredita que os romances dos filmes e músicas são reais
(4)misturando linguagens como animação e desenhos
(10)Summer (Zooey Deschanel) é uma garota que não acredita e não quer compromissos
(5)fazendo até uma cena que é divida: meia tela Realidade, meia tela Expectativa.
(2)com uma narração não linear
(3)tendo um contador de dias, totalmente aleatório, que acaba sendo um personagem
(6)Uma trilha sonora interessante e que chama a atenção
(8)o nome em inglês "500 Days of Summer' é um trocadilho com o nome da personagem Summer que é verão.
(7)conta com The Smiths, Pixies, Doves, Simon & Garfunkel passando até por Carla Bruni
(11)é o 1º filme do diretor de video-clipes Marc Webb.





Título: (500) Dias com Ela
Título Original: (500) Days of Summer
Direção: Marc Webb
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Chloe Moretz, Geoffrey Arend, Rachel Boston, Matthew Gray, Clark Gregg, Patricia Belcher, Gubler.
Roteiro: Scott Neustadter e Michael H. Weber
Fotografia: Eric Steelberg
Produção: Jessica Tuchinsky, Mason Novick, Steven J. Wolfe e Mark Waters.
Duração: 95 minutos
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Comédia

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Deixa Ela Entrar | Finalmente um filme original de vampiros

A onda do momento é vampiro! Cinema, literatura, revistas e tudo mais que se pode explorar está em alta, impulsionado pelo sucesso Crepúsculo. Se antigamente livro de auto-ajuda deu muito grana aos seus autores e aproveitadores, agora é a hora de aproveitar e escrever a sua história vampiresca e colocar na livraria.

No cinema o gênero vampiresco teve alguns clássicos como os Dráculas, Nosferatu, Entrevista com Vampiro e, claro, Garotos Perdidos entre outros. Mas, eis que no meio de tantas novas produções do gênero cheias de clichês e ares de 'Malhação' surge um filme sueco pra honrar os vampiros. Deixa Ela Entrar (2008) é um filme que não se utiliza da estética apavorante, dos dentes grandes, das maquiagens e de figurinos fashions e de sobretudos comuns nos vampiros hollywoodianos. O filme se passa no frio, nevado e branco interior de Estocolmo. E conta a história do solitário menino Oskar, de 12 anos, tímido e franzino que apanha de seus colegas de escola. Mas que vive ensaiando o momento da sua vingança, mas nunca tem coragem para fazê-la. Até que numa noite em que passava o tempo no pátio nevado de seu prédio ele conhece Eli uma menina, ou melhor vampira, que tem "mais ou menos 12 anos há muito tempo" que acaba de se mudar para o apartamento ao lado do seu juntamente com um senhor que imaginamos ser seu pai. Ambos acabam ficando amigos e com a chegada da menina alguns assassinatos ocorrem na região.

O filme aborda a relação entre o menino fraco que não tem amigos não sabe se defender com a menina-vampira solitária que só pode sair a noite e que tenta se sentir mais humana. O filme tenta nos colocar na situação da menina que precisa matar para saciar sua sede de sangue e no papel de um 'pai' que mataria e escorreria o sangue das vítimas para conseguir alimento para sua filha. O legal é que as 'verdades' sobre os vampiros estão presentes de forma muito sútil e que nos faz imaginar que possa ser real como: só podem sair a noite porque o sol os queima, que eles tem superforça e de que eles jamais devem entrar numa casa sem serem convidados. Esta última inspira o título do filme e que tem uma cena excelente que mostra muito bem o porquê dessa verdade.

O filme não é daqueles de dar sustos e ter medo mas te deixa tenso e perturbado em algumas partes. O diretor Tomas Alfredson com uma narrativa sem excessos consegue passar, com alguns planos e detalhes, sensações muito bacanas como a da perda, com um simples suor da mão que se apaga no vidro. A combinação já utilizada (quem não se lembra do O Iluminado) neve+branco+frio transmite a sensação de suspense permanente. O figurino e o visual dos cabelos loiros e lisos de Oskar e os pés desfalços e unhas e boca sujas de Eli completam o clima. Por fim, não posso esquecer de dizer que a cena clímax da piscina é, com certeza, uma das melhores do gênero no cinema.

Deixa Ela Entrar é uma boa pedida aos fãs do cinema em geral. Mas pra quem é fã de vampiro é obrigação. E pra quem gosta da saga Crepúsculo é uma boa pedida também.



FICHA TÉCNICA
Título: Deixa ela entrar
Título Original: Låt Den Rätte Komma In/ Let The Right One In
Diretor: Tomas Alfredson
Elenco: Kåre Hedebrant, Lina Leandersson, Per Ragnar, Henrik Dahl, Karin Bergquist, Peter Carlberg, Ika Nord.
Produção: Carl Molinder, John Nordling
Roteiro: John Ajvide Lindqvist
Fotografia: Hoyte Van Hoytema
Duração: 114 min.
Ano: 2008
País: Suécia
Gênero: Terror

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Distrito 9 (2009)


Assisti ao Distrito 9 do pupilo do Peter Jackson o sul-africano Neill Blomkamp. Aliás, ele esteve contado pra dirigir a adaptação do game 'Halo' para o cinema e já não se sabe se vai sair. Mas sobre o Distrito 9, não se preocupe porque eu não vou estragar a festa contando a história. Aliás, um pouco da sinopse já foi comentado aqui no blog antes.

Então que tal olhar para o céu e ver planando um disco voador gigante? Essa é uma das situações inusitadas que Distrito 9 se utiliza pra mostrar o lado preconceituoso e ganancioso de nós humanos. O filme se utilizou de uma linguagem meio jornalistica/documentária para contar um pouco da situação dos habitantes de Johanesburgo que há 20 anos têm uma área (Distrito 9)dentro da sua cidade, habitada por ETs. Os depoimentos de alguns habitantes explicitam bem os preconceitos que se tem com os diferentes, o fato de chamarem os ETs de (praws) camarões de forma pejorativa devido a sua aparência, é um exemplo disso.
O protagonista do filme , Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley), também não é bem o tipo de herói (ou anti-herói) que estamos acostumados. Um cara certinho e atrapalhado que por ser genro do chefe foi encarregado da missão da MNU (uma espécie de ONU) que busca transferir todos os alienígenas do 'Distrito 9' para uma área mais longe da área urbana. Mas é durante a tentativa de entregar a ordem de despejo a um dos alienígenas que ele acaba mexendo aonde não deve e acaba tendo que mudar seus planos e perspectivas de vida .
A favela em que o Distrito 9 se tornou é muito verossímil. A aparência dos barracos, o lixo, as comidas estragadas, prostituição(no caso intergaláctica), armas artesanais/alienígenas e até chefões do crime, no caso uma guangue de nigerianos que vieram explorar os aliens com o comércio ilegal de ração pra gato, o petisco preferido dos praws.
Os efeitos especiais são excelentes. Você não tem como dizer que aqueles ETs meio insetos que parecem camarões não sejam reais. Pra quem viu e gosta de Tropas Estelares vai se identificar com os aliens e com a violência do filme. Só que agora você irá torcer pro outro lado.
No entanto, o padrão dos filmes do gênero de ETs com super-inteligência e ao mesmo tempo a inocentes como crianças continuam sendo soluções e desculpas para resoluções de enrrascadas, mas nada que estrague o filme.
O filme com certeza é uma boa pedida e faz você refletir sobre os seus preconceitos e também sobre o caso de um disco voador vir a estacionar sobre a sua cidade. Por isso, quando encontrar com um ET pense: ele também é gente, mas de outro planeta. Putz, essa foi horrível.




quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O Curioso Caso de Benjamin Button (2008)

Título Original: The Curious Case of Benjamin Button
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 166 minutos
Site Oficial: www.benjaminbutton.com.br
Direção: David Fincher
Roteiro: Eric Roth e Robin Swicord, baseado em estória de F. Scott Fitzgerald



Um filme que tem no título o que ele provoca em todos ao ler ou saber o argumento do filme: curiosidade. Afinal, quem não fica curioso para ver e saber como seria a história de alguém que nasce velho e vai rejuvenescendo? O filme que tinha tudo pra fazer a limpa no Oscar 2009, não fosse "Quem quer ser um milionário?", ou talvez se tivesse sido lançado ano passado, impressiona. Os efeitos especiais que nos fazem ficar pensando se aquele velho é ou não é o Brad Pitt, se a Cate Blanchett é uma excelente bailarina ou é fake, além das explosões e cenários grandiosos. A fotografia grandiosa, os cenários, maquiagens e roupas de diversas épocas dão o tom épico e de grande filme, a la Titanic. Em comum com o filme do desastre do navio, 'O Curioso Caso de Benjamim Button' também traz a mocinha velha relembrando a história. O filme é contado a partir das anotações do diário de Benjamim Button que nos conta desde o seu nascimento e a rejeição de seu pai que o abandona nas escadarias de uma casa, que na realidade é um asilo de idosos. E lá ele é criado por uma das serviçais do asilo que não podia ter filhos. E lá o bebê-velho cresce e vai ficando mais jovem, mas aparenta estar no fim da vida como os outros idosos do asilo. De repente, em um fim de semana ele conhece Daisy uma menina de 5 anos que vem visitar a avó e ali ele se apaixona, afinal ele também tem 5 anos. O tempo passa e ele vai ficando mais jovem e Daisy vai crescendo. Benjamim vira marinheiro e conhece o mundo e seus prazeres, se envolve com uma mulher casada e vai até para guerra. Depois acaba voltando para casa e depois de uma série de encontros finalmente ele e Daisy se encontram com idades compátiveis, mas a partir de agora há outro problema. Afinal, ele vai virar uma criança e ela vai envelhecer.
Um filme digno de 5 'pães com ovos' se tivesse algum tipo de classificação 5 estrelas aqui no blog. "O curiso caso..." não pode ser classificado só como um filme cheio de efeitos especiais com astros hollywoodianos feito para ganhar só para dinheiro. Não é nenhum filme cabeção com um fim que deixa sem entender como "Onde os fracos não tem vez", mas também não é nenhum Titanic com música da Celina Dion. Em suas quase 3 horas de duração ele passa muito rápido e nos mostra que a velhice não é o fim da vida e que a juventude deve ser aproveitada.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Bombóm, el perro (2004)

Esse é mais um drama simples, sobre pessoas simples, mas com incrível profundidade, do já citado diretor argentino Carlos Sorin. A proposta é a mesma de "histórias mínimas" - outro filme do diretor -, abordar o cotidiano de pessoas comuns, suas dificuldades e amarguras. A semelhança não fica só aí, o filme também tem a estrada e a figura de um cachorro como elementos principais de sua narrativa. A partir desses, e do personagem Juan "Coco" Villegas , o dono do cachorro, Sorín cria o ambiente para falar sobre solidão e as dificuldades de se sobreviver em uma América Latina cada vez mais pobre e desigual.

Mais uma vez, também como em "histórias mínimas", o diretor utilizou pessoas sem formação em arte dramática. Para formar o elenco realizou uma seleção por quase todas as províncias argentinas: Buenos Aires Santa Fé, Córdoba, Tucumán, Santiago del Estero, Catamarca, La Rioja, Chaco, Corrientes, Neuquén, Río Negro e Santa Cruz. E o resultado, assim como no filme anterior, é surpreendente. A interpretação de Juan Villegas como um pacato senhor de 56 anos que, após ser demitido de um posto de gasolina, vende facas para se sustentar, encanta e emociona.

O interessante na obra de Sorín é a despreocupação do diretor em criar enredos elaborados e cheios de reviravolta. "El perro" não foge dessas caracteristicas. O filme é simples e sensível, provando que o cinema não precisa ser demasiadamente elaborado para emocionar. Ta aí algo que o cinema brasileiro poderia aprender com o argentino.

Ah, o filme foi gravado na região da patagônia, dando novamente aos gaúchos aquela impressão de que a película poderia ter sido realizada no Rio Grande do Sul.

Cada vez mais me convenço que a "estética do frio", que tanto fala o Vitor Ramil, tem um certo fundamento.


Ficha Técnica
Título Original: El Perro
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 97 minutos
Ano de Lançamento (Argentina / Espanha): 2004
Estúdio: Romikin S.A. / Guacamole Films / OK Films / Wanda Visión S.A.
Distribuição: Fox Films do Brasil
Direção: Carlos Sorin
Roteiro: Santiago Calori, Salvador Roselli e Carlos Sorin
Produção: Óscar Kramer e José Maria Morales
Música: Nicolas Sorin
Fotografia: Hugo Colace
Desenho de Produção: Margarita Jusid
Figurino: Ruth Fisherman
Edição: Mohamed Rajid

Trailer




dica do Amarello Rodrigues